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Evergrande pode derrubar o mercado de cripto?



Estamos sendo marcados por um clima de incertezas e declínio do mercado financeiro como um todo. Essa desaceleração é atribuída ao risco de inadimplência da Evergrande, uma

das maiores construtoras de casas da China.


Vários analistas estimam que a empresa poderia ter um efeito cascata no mercado chinês, o que faria com que o PIB da segunda maior economia do mundo diminuísse e tivesse um impacto global.


Para responder a essa pergunta, o primeiro ponto que devemos considerar é se os investidores institucionais, que podem ser os mais afetados, estão se posicionando no mercado de ativos digitais.


A partir dessas informações, fica claro que, ao contrário do que muitos afirmam, o mercado criptoativo tende a ter uma correlação maior com o mercado de capitais tradicional, pelo menos em momentos de estresse, como o Crise COVID-19 e como isso pode ser o caso Evergrande.


Como sabemos que existe uma relação entre os dois mercados, que pode refletir o preço de mercado das criptomoedas, pelo menos no curto prazo, o próximo passo seria avaliar se esse evento afetaria os fundamentos do mercado de criptomoedas.


O mercado de ativos digitais não depende de nenhuma economia específica, dada a sua natureza global, e sua política monetária não está sujeita à interferência do governo, mesmo em tempos de crise, como ficou claro no cenário COVID.


Alguns processos em andamento relativos ao mercado de criptomoedas devem alertar os investidores. Destaco o cenário regulatório, com pressão da SEC em relação às principais trocas e protocolos DeFi no mercado de ativos digitais, além do crescente risco regulatório no mercado de stablecoin, um dos maiores setores do mercado.

A regulação proibitiva ou negativa em relação a esses dois setores pode ter um efeito profundo no crescimento do mercado, pelo menos no médio prazo.